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Montessori e o estágio pré-natal de desenvolvimento

Os bebês aprendem antes de nascer? Um pai uma vez perguntou para Maria Montessori, "Quando você acha que começa a educação?" Sua resposta foi imediata e clara. “As crianças começam a aprender nove meses antes de nascer.” A ciência finalmente alcançou a compreensão de Montessori.

Evidência preponderante, tal qual a encontrada no notável livro de Thomas Verney, The Secret Life of the Unborn Child (A Vida Secreta da Criança Por Nascer), demonstra que a criança antes de nascer está consciente, atenta e receptiva. Ela é uma pessoa inteligente, consciente e altamente competente, buscando relacionamentos, aprendendo a linguagem e buscando pelo amor e afeição dos seus pais.

A maioria de nós não se lembra conscientemente dos eventos que ocorreram antes da idade de três ou quatro. Por causa disso, cientistas e psicólogos fizeram suposições que não há memória ou eventos psicologicamente significativos durante esse período.

What is she remembering?

Estudos em regressão da memória humana, no entanto, demonstram claramente que todos podemos lembrar como era no útero, bem como os pensamentos e sentimentos dos nossos pais sobre nossa chegada iminente.

Por causa das suposições que não há processo psicológico ativo nos primeiros anos, ainda há cinqüenta anos atrás as crianças eram operadas sem anestesia. Também por conta disso, as crianças por nascer foram, em grande medida, deixadas sozinhas no ventre, privadas de contato afetivo dos seus pais. Pense em ser deixado sozinho numa sala por seis, sete ou oito meses, sem contato emocional ou estímulo mental, e então, no nascimento, ser retirado de sua mãe, passado depressa para uma balança fria de metal e para um berçário sem nenhuma consideração sobre como você possa estar se sentindo. Não é uma cena confortadora.

O milagre do desenvolvimento ocorre oculto dentro do corpo da mulher. Que tipos de influências tivemos? Que papel a educação pode desempenhar? A resposta a essas questões dependem de como definimos educação. A dra. Maria Montessori, primeira mulher médica na Itália e uma das grandes educadoras do século vinte, definiu educação muito amplamente como “Ajuda para a vida.”

Como podemos ajudar a vida durante o estágio pré-natal? Como remover obstáculos potenciais? Como podemos cooperar mais com as forças da natureza no desenvolvimento de uma pessoa forte? A dra. Montessori acreditava que existem leis da vida. Como pais e educadores, faremos bem em aprendê-las e sermos obedientes a elas. Essas leis governam quando certos períodos sensíveis do desenvolvimento vêm à tona. Um bom exemplo é quando uma criança começa a balbuciar. A energia vital está nas cordas vocais e exceto usando medidas drásticas, como tapar a boca da criança, não podemos iniciar ou deter o balbucio. Assim, sorrimos para a criança e fazemos murmúrios como resposta – garantindo que a criança aprenda que esse balbucio conduzirá à comunicação. Quando somos obedientes aos períodos sensíveis, simplesmente nos certificamos que nossos filhos tenham as experiências e materiais à mão para desenvolver as funções associadas com aquele período sensível específico.

Que leis da vida podem operar durante o período pré-natal? A pergunta chave é se a criança está consciente no útero. Ela tem um sentido de identidade? Tem uma memória? Páre e pense por um momento. Se a criança está consciente no nascimento, não ficou subitamente consciente no canal do nascimento, uma vez que bebês prematuros nascem aos sete e até mesmo aos cinco meses e também estão conscientes quando nascem. Portanto, quando isso começa? Pesquisas cerebrais sugerem seis meses de gestação, talvez antes.

Thomas Verney escreveu em seu livro, The Secret Life of the Unborn Child (A Vida Secreta da Criança Por Nascer), "A criança por nascer é um ser sensível, perceptível e que possui memória, e por causa disto, o que acontece com ela – o que acontece com todos nós – nos nove meses entre a concepção e o nascimento, molda e modela a personalidade, os instintos e as ambições de formas muito importantes.” (1981, p. 15 em inglês). Michael Gabriel, psicólogo e autor de Voices from the Womb (Vozes que vêm do Ventre) diz, " Meu trabalho me convenceu que nossa percepção começa muito antes do que os psicólogos acreditavam e que a consciência humana se estende além dos limites dos cinco sentidos e do cérebro." (1992, p. 11 em inglês).

(o web-site fará atualizações sobre o tema de tempos em tempos)

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